Rio de Janeiro Carnaval 2015 – Problemas com trânsito e queda de destaque marcam da Série A

Desfile Imperio Serrano Carnaval 2015 Rio de Janeiro

Como ocorre todos os anos, o primeiro dia de desfile das escolas de samba do Rio representa um grande ensaio geral para os dias seguintes, até a apresentação das escolas do Grupo Especial. Na Marquês de Sapucaí, na noite de sexta-feira (13.02.15), se apresentaram sete das 15 agremiações que disputarão o direito de passar para o Grupo Especial.

O desfile começou com pequeno atraso e vários problemas: as duas primeiras agremiações – Unidos de Bangu e Em Cima da Hora – abriram com reclamações, pelas dificuldades encontradas no trânsito. As agremiações desfilaram incompletas, desfalcadas de adereços e fantasias, segundo os responsáveis, em razão do grande congestionamento que se formou nas imediações do Sambódromo, dificultando o acesso à área.

Com cinco minutos de atraso, já que deveria ter começado às 21h, foi aberto o desfile pela Escola de Samba Unidos de Bangu, da zona oeste, que entrou na passarela como vencedora da Série B, no carnaval do ano passado. A escola trouxe o enredo Imperium, do carnavalesco Rodrigo Almeida, em que procurou misturar mitologia e realidade em uma viagem para retratar a conquista de grandes impérios no mundo. A escola se apresentou com alguns problemas, entre eles a quebra de um dos carros alegóricos e a passagem de diversas alas com fantasias incompletas por não terem chegado a tempo para o desfile.

A Escola de Samba Em Cima da Hora foi a segunda agremiação a pisar no Sambódromo, com o enredo No coração da cidade. O autor, o carnavalesco Marco Antônio, se inspirou na obra As mil e uma noites, para falar sobre a influência árabe na arte e na cultura do Rio.

Como já havia acontecido com a Unidos de Bangu, a Em Cima da Hora teve diversos problemas: a poucos minutos do início do desfile, mais de 80% dos componentes ainda estavam sem fantasia e os cerca de 250 ritmistas se apresentaram só com as ombreiras e o chapéu. Mais uma vez, os problemas foram atribuídos ao congestionamento nas imediações da área de desfile.

Depois de sanados os problemas iniciais e diminuído o congestionamento, o desfile pode, enfim, ocorrer em sua plenitude: coube à Império Serrano, escola de tradição, com várias passagens pelo Grupo Especial, nove títulos e vários vice-campeonatos, levar à Sapucaí o enredo Poemas aos peregrinos da fé, do carnavalesco Severo Luzardo.

Ele conta as histórias dos romeiros e devotos que fazem os mais diferentes tipos de sacrifício para demonstrar a fé e o amor ao seus santos. Com um desfile consistente e um enredo de fácil leitura, a agremiação da Serrinha é uma das fortes candidatas ao Grupo Especial, apesar do contratempo enfrentado na passarela: um dos destaques caiu de um carro alegórico, de uma altura de cerca de 5 metros e foi levada para o Hospital Souza Aguiar. Sem ferimentos graves, ela recebeu alta.

A quarta escola a se apresentar foi a Paraíso do Tuiuti, que levou para a Passarela do Samba o enredo Cunhatã chama Curumim que eu vou contar…, do carnavalesco Jack Vasconcelos, baseado no livro do alemão Hans Staden, onde o autor narra a convivência com tribos indígenas durante o século 16. A escola enfrentou problemas na dispersão.

A União do Parque Curicica, que desfilou em seguida, teve o enredo Os três tenores… do samba, do carnavalesco Paulo Menezes, que prestou homenagem aos sambistas Monarco, da Portela; Martinha da Vila, de Vila Isabel; e Arlindo Cruz, da Império Serrano.

A Unidos do Porto da Pedra foi a sexta escola a entrar na passarela, com o enredo Há uma luz que nunca se apaga, do carnavalesco Wagner Gonçalves, que abordou as diversas formas de energia. Seres de luz, vagalumes e várias formas de produção de energia foram mostrados pelo autor, que misturou fé, literatura e histórias diversas.

O primeiro dia de desfile da Série A foi encerrado pela Caprichosos de Pilares, do bairro de Pilares, no subúrbio da cidade. Também com várias passagens pelo Grupo Especial, a Caprichosos levou para a Marquês de Sapucaí o enredo Na minha mão é mais barato, do carnavalesco Leandro Vieira. Baseado no toma lá, dá cá, a agremiação divertiu o público com um enredo que mostrava as mais variadas formas de comércio, negociações e trocas. Por sua apresentação e a manifestação do público, a Caprichosos também é favorita a retornar ao Grupo Especial.

Agencia Brasil